sábado, 21 de agosto de 2010

Ontem e Hoje

Ontem tinha tudo pra ser um bom dia, mas não foi.

Auto escola, tudo ok. UFF, tudo ok. Encontrei Barbs, pegamos o ônibus pra casa dela - o número 60 - eis que no meio da porra da viagem, somos assaltados. Um desgraçado chegou no banco atrás ao nosso e susurrou pra passarmos relógio e celulares. Meu coração foi na puta que pariu, na hora, mas não tinha nada que pudesse fazer. Entreguei o relógio de R$ 300, o único relógio caro que já tive na vida. Passei meu celular, um Blackberry que gastei R$ 200 e praticamente todos os meus pontos na Vivo, que sou cliente há uns dez anos. Barbs passou o celular preferido dela, um Samsung. O filho da puta ameaçou nos machucar se falássemos algo, e o ônibus tava muito vazio pra conseguir ajuda de qualquer outro passageiro. Ele levantou, passou do meu lado e só Deus sabe o quanto eu quis pular na goela do imbecil. Mas ele tava com uma mão dentro de uma mochila preta, supostamente armado. E nessas horas eu pagaria pra ver, mas não com a minha vida.

Assim que ele saltou, eu explodi de raiva e corri na janela. Gritei o mais alto que pude o famoso "pega ladrão", que fez com que todo mundo olhasse no susto, e o assaltante fosse corresndo sumir na rua que cruzava a que estávamos parados. Nada aconteceu. Os funcionários do ônibus foram bem legais, pelo menos. Deixaram os passageiros, que eram poucos, nos pontos e depois nos levaram pra uma delegacia, onde demoramos uns 40 minutos pra fazer um relatório de ocorrência, cujo policial escreveu numa maldita máquina de escrever, em plenos séc. XXI. No entanto, nesse tempo surgiram duas mulheres, abaladas, procurando a delegacia da mulher. Isso me fez pensar que, pelo menos, eu e Barbs só perdemos coisas materiais, paciência, tempo, e ficamos meio paranóicos por um tempo.

A raiva vem e vai, e vai continuar assim por um tempo, mas depois eu não vou mais lembrar do acontecido tão frequentemente, e aí vou acabar esquecendo, assim espero. Agora só nos resta deixar pra lá, já que isso não vai dar em nada, mesmo, e vamos ter que aceitar essa merda de país do jeito que ele é.

Hoje não fiz muita coisa, aqui. Fiz algumas coisas da faculdade, comemos muito e agora Barbs deve fazer um bolo de cenoura coberto de chocolate. Nham! Não é bem uma torta de serenata de amor, mas é felicidade estomacal assim mesmo. Aliás, ela me bateu agora, lendo isso!

Não vou mais postar sobre hoje. Devo ficar em casa, mesmo. Amanhã volto pro Rio e posto de lá!

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