Não postei ontem, domingo, pois voltei da Barbs lá pels 19h e fui correndo pro Rio Sul tentar ver se conseguia um celular novo. Minha mãe foi boazinha e consegui um Sony Ericsson Xperia X10 Mini, meu primeiro smartphone com Android! Depois disso simplesmente fui ler e dormir... Tô lendo "Eu sou o Mensageiro", que Barbs me emprestou.
Hoje, segunda-feira, o dia foi normal, até agora pelo menos! Auto escola de manhã, e finalmente terminei as aulas teóricas. Devo fazer a prova na quarta de manhã. Amanhã ligo pra saber se conseguiram marcar! Depois uma passada em casa pra por umas mp3 no celular, um banho, um lanchinho e voei pra Niterói...
Na ida fiquei meio triste, ouvindo Blackfield e pensando no quanto é ruim ter que viver com medo e o quanto eu não quero ficar paranóico com isso. Mas também o quando é difícil não ficar excessivamente desconfiado. Não foi nem a perda do celular e do relógio. Foi o jeito que foi perdido, com ameaças, com Barbs chorando, com um filho da puta me sacaneando e eu me sentindo impotente, com medo de perder a (frágil) vida se tentasse algo. E como eu queria ter tentado! Fiquei meio bolado também porque cada negro que eu via, na faixa dos vinte e poucos anos, eu ficava observando, tentando ver se parecia com o que me assaltou. É foda ver que preconceito - não só racial, aliás - é fácil de acontecer. Quem não faz nada sempre paga pelos que fazem merda.
A gente vive falando que "sabe" o quanto a vida é injusta. Mas não sabe porra nenhuma. Só vai saber quando ela for realmente injusta com a gente. Me senti injustiçado com isso e sei que já me deu um baque. Não quero nem pensar como é se fosse algo muito mais sério...
Saltei lá perto do campus de Direito meio paranóico, olhando em volta feito louco, protegendo minha nova aquisição, agora com seguro contra roubos. Olhava a minha volta toda hora, já que meu campus é perto de uma "comunidade", e eu nunca vi uma maldita duma viatura policial passando por lá. Lugar escroto.
Aula de Teoria e História do Urbanismo. Foi interessante, mas meio massante. Almoço rápido no bandeijão, horas de espera até a professora de Instalações Prediais III chegar - atrasada, como sempre. E que aula chata, meu deus. Boa pessoa, mas não leva o menor jeito pra ensinar algo que, parece, nem ela entende direito!
Enfim, vazei de lá junto com metade da turma, num intervalo que ela deu "pra beber uma água rapidinho", e que deveria ser de 5min, mas não tinha terminado depois de uns 20. É, ela sumiu. Fui pro Plaza com Barbs ver o lance do celular novo dela e tivemos boas notícias: com o R.O. (registro de ocorrência) que vou pegar amanhã na delegacia, ela vai poder pegar o celular que tava pensando inicialmente, de graça. Pensando nisso talvez ela até tente pegar um igual ao que foi roubado, que ela adorava, se conseguir pelo menos um desconto bom nele.
Ficamos nem 10 minutos lá. Fui pro ponto do 751D e ela esperou comigo. Um maldito folgado e espaçoso me fez sentar só com meia bunda no banco a viagem inteira, e ainda tá doendo. Por precaução e paranóia, pedi pra Barbs me ligar quando chegasse em casa. Foi o primeiro telefonema que recebi com o celular novo, e me embolei um pouco pra conseguir atender. HAHAHA!
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